domingo, 16 de outubro de 2011

A GRANDE INVOCAÇÃO



O Uso e o Significado da Grande Invocação - O Mantram da Era de Aquário -

A beleza e a força desta Invocação jazem em sua simplicidade e em sua expressão de certas verdades centrais que todos os homens, inata e normalmente, aceitam - a verdade da existência de uma inteligência básica a Quem nós vagamente chamamos de Deus; a verdade que por trás de toda aparência exterior, o poder motivador do universo é o Amor; a verdade que uma grande Individualidade, chamada Cristo pelos cristãos, veio à terra e encarnou aquele amor de modo que o pudéssemos entender; a verdade que tanto o amor como a inteligência são efeitos do que é chamada a Vontade de Deus; e finalmente a verdade auto-evidente que somente através da humanidade mesma pode o Plano cumprir-se.
Toda esta Invocação se refere ao dominador e revelador reservatório de energia, à causa imediata de todos os acontecimentos na terra que indicam a emergência daquilo que é novo e melhor; esses acontecimentos demonstram a progressão da consciência em direção à luz maior.
O apelo invocativo habitual tem sido até agora egoísta em sua natureza e temporário em sua formulação. Os homens tem orado para si próprios; eles tem invocado a ajuda divina para os que amam; e dado uma interpretação material a suas necessidades básicas.
Esta invocação é uma oração mundial; ela não tem qualquer apelo pessoal, nem urgência invocativa temporal; ela expressa a necessidade da humanidade e mergulha em todas as dificuldades, dúvidas e questionamentos diretamente até a Mente e o Coração D'Aquele em Quem vivemos, nos movemos e temos o nosso ser - Aquele Que permanecerá conosco até o final do próprio tempo e "até que o último cansado peregrino tenha encontrado seu caminho de volta para casa".

DO PONTO DE LUZ NA MENTE DE DEUS,
FLUA LUZ ÀS MENTES HUMANAS;
QUE A LUZ DESÇA À TERRA.

Nas primeiras três linhas temos a referência à Mente de Deus como um ponto focal para a luz divina. Isso se refere à alma de todas as coisas. O termo alma com seu principal atributo de esclarecimento inclui a alma humana e aquele ponto de consumação de luz que nós consideramos como a "ofuscante" alma da humanidade. Aquela alma traz luz e espalha iluminação. Ela é necessária sempre, para lembrar que a luz é energia ativa.
Quando nós invocamos a Mente de Deus e dizemos: "Flua luz às mentes dos homens, que a Luz desça à Terra", nos estamos vocalizando uma das grandes necessidades da humanidade e, se a invocação e a prece significam realmente algo, a resposta é certa e segura. Quando encontramos presente em todas as pessoas, em todas as épocas, em cada era e em toda situação, a urgência em verbalizar um apreço ao Centro espiritual invisível, há uma segura certeza de que um centro existe. A Invocação é tão velha quanto a própria humanidade.
O Cristo nos disse que os homens "amam as trevas em vez da luz, porque seus atos são maus". Contudo, uma das grandes belezas emergentes no tempo atual é que a luz está sendo lançada em cada lugar escuro, e nada há oculto que não venha a ser revelado. As pessoas reconhecem a presente trava e miséria e consequentemente saúdam a luz. A iluminação das mentes do homens, de modo a que eles possam ver as coisas como elas são, pode alcançar motivos corretos e o meio de alcançar corretas relações humanas é agora uma necessidade capital. Na luz que iluminação traz, veremos finalmente luz, e o dia virá em que milhares de filhos dos homens e incontáveis grupos serão capazes de dizer com Hermes e com o Cristo: "Eu sou (ou nós somos) a luz do mundo".

DO PONTO DE AMOR NO CORAÇÃO DE DEUS,
FLUA AMOR AOS CORAÇÕES HUMANOS;
QUE AQUELE QUE VEM VOLTE À TERRA.

Nas três linhas seguintes, o Coração de Deus é envolvido e o ponto focal do amor considerado. Este "coração" do mundo manifestado é a Hierarquia espiritual - esse grande agente transmissor de amor para dotar de forma a manifestação divina.
O Amor é uma energia que deve alcançar os corações dos homens e fecundar a humanidade com a qualidade da compreensão amorosa, isso é o que é expresso quando o amor e a inteligência se expressam juntos.
Quando os discípulos estiverem agindo realmente em nome do Cristo, então virá o tempo em que Ele poderá novamente andar no meio dos homens de maneira pública; Ele poderá ser publicamente identificado e assim fazer Seu trabalho em níveis exteriores de vida assim como no interior. O Cristo disse ao se despedir de Seus discípulos: "Estou com vocês sempre, até o fim dos dias".
Quando o Cristo vier, haverá um florescimento de grande atividade de Seu tipo de consciência entre os homens; Ele incutirá no mundo dos homens a potência e a energia distintiva do amor intuitivo. Os resultados da distribuição dessa energia de amor serão de duplo aspecto:
Primeiro, a energia ativa da compreensão-amorosa mobilizará uma tremenda reação contra a potência do ódio. Odiar, ser separativo e ser exclusivo virão a ser considerados como o pecado único, pois será reconhecido que todos os pecadores, tais como relacionados e agora considerados como erros, somente se desenvolvem a partir do ódio ou de seu produto, a consciência anti-social.
Em segundo lugar, homens e mulheres incontáveis em todos os países constituir-se-ão em grupos para a promoção da boa-vontade e apara a produção de corretas relações humanas. Tão grande será o seu número que, de uma minoria pequena e relativamente sem importância, chegarão a ser a maior e mais influente força no mundo.

DO CENTRO ONDE A VONTADE DE DEUS É CONHECIDA,
GUIE O PROPÓSITO TODAS AS PEQUENAS VONTADES HUMANAS;
O PROPÓSITO QUE OS MESTRES CONHECEM E A QUE SERVEM.

Nestas linhas encontramos uma prece em que a vontade humana possa ser ajustada de modo a ficar em conformidade com a vontade divina, mesmo que esta não seja compreendida. Há uma indicação nessas três linhas que a humanidade em si mesma não pode, por enquanto, alcançar o que seja o propósito da Vontade de Deus, aquele aspecto da vontade divina que procura imediata expressão da terra. Mas certamente, na medida em que o propósito da Vontade de Deus busca influir sobre a vontade humana, ela é expressa em termos humanos como boa-vontade, como determinação viva ou como uma intenção fixa de alcançar corretas relações humanas.
A vontade divina, tal com é essencialmente, permanece o grande mistério. O próprio Cristo lutou com o problema da vontade divina e dirigiu-Se ao Pai quando pela primeira vez Ele se conscientizou da extensão e da complexidade de Sua missão como salvador mundial. Ele então bradou alto: "Pai, não a minha vontade mas a Tua seja feita". Essas palavras marcaram o abandono dos meios através dos quais Ele estivera tentando salvar a humanidade; isso Lhe indicava o que poderia àquela tempo, ter parecido um fracasso e que Sua missão não estava cumprida. Por dois mil anos Ele tem esperado para ver frutificar aquela missão. Ele não pode prosseguir com Sua missão sem uma ação recíproca da humanidade.
Essa Invocação é peculiar e, essencialmente, o Próprio Mantram do Cristo. Seu "som ecoou" para o mundo inteiro por intermédio da sua enunciação por Ele e através de seu uso pela Hierarquia espiritual. Agora suas palavras devem espalhar-se pelo mundo inteiro através de sua enunciação pelos homens em toda parte e seu significado deve ser expresso pelas massas no devido tempo. Então o Cristo poderá novamente "descer à terra" e "ver a obra de sua alma e ficar satisfeito".

DO CENTRO A QUE CHAMAMOS RAÇA HUMANA,
CUMPRA-SE O PLANO DE AMOR E LUZ;
E QUE ELE VEDE A PORTA ONDE MORA O MAL.

No quarto grupo de três linhas, tendo invocado os três aspectos ou potências da Mente, Amor e Vontade, temos a indicação da ancoragem de todos esses poderes na própria humanidade, no "centro a que chamamos raça dos homens". Aqui, e somente aqui, podem todas as três qualidades divinas - em tempo e espaço - expressar-se e encontrar plena realização; aqui, e somente aqui, pode o amor verdadeiramente nascer, a inteligência corretamente funcionar e a Vontade de Deus demonstrar sua efetiva vontade-para-o-bem. Pela humanidade, só e sem ajuda (exceto pelo divino espírito em todo ser humano), pode a "porta onde habita o mal" ser selada.
Esta linha final da quarta estrofe talvez exija explicação. Esta é uma maneira simbólica de expressar a idéia de tornar os propósitos maus tanto inativos quanto ineficazes. Não há particular localização para o mal; no Livro das Revelações, o Novo Testamento fala do mal e da destruição do diabo e do tornar Satã impotente.
A "porta onde mora o mal" é mantida aberta pela humanidade através de seus desejos egoístas, seus ódios e separatividade, por sua ambição e suas barreiras raciais e nacionais, suas baixas ambições pessoais e seu amor pelo poder e crueldade. À medida que a boa-vontade e a luz fluírem nas mentes e corações humanos, essas más qualidades e essas energias dirigidas que mantém aberta a porta do mal dão lugar a uma ânsia por corretas relações humanas, a uma determinação para criar um mundo melhor e mais pacífico e a uma expressão mundial da vontade-para-o-bem.
À proporção que essas qualidades se superponham às velhas e indesejáveis, a porta onde mora o mal simbolicamente fechar-se-á lentamente através da mudança de rumo do peso da opinião pública e pelo correto desejo humano. Nada pode impedi-lo.
Assim o Plano original será restaurado na terra. Simultaneamente, a porta para o mundo da realidade espiritual abrir-se-á diante da humanidade e a porta onde mora o mal será fechada. Assim, através do "centro a que chamamos raça dos homens" o Plano de Amor e Luz opera e aplica o golpe de morte no mal, no egoísmo e na separatividade, selando-os na tumba da morte para sempre; assim também o propósito do Criador de todas as coisas será cumprido.

QUE A LUZ, O AMOR E O PODER
RESTABELEÇAM O PLANO DA TERRA.

Fica evidente que as três primeiras estrofes invocam, ou apelam para os três aspectos da vida divina que são universalmente reconhecidos: a mente de Deus, o amor de Deus e a vontade ou o propósito de Deus; a quarta indica a relação da humanidade com essas três energias de inteligência, amor e vontade e a profunda responsabilidade da humanidade de implementar a difusão do amor e luz na terra para restaurar o Plano. Este Plano convoca a humanidade para a expressão do Amor e desafia os homens para "deixarem sua luz brilhar". Então vem a solicitação solene final para que este "Plano de Amor e Luz", atuando através da humanidade, possa "murar a porta onde mora o mal".
A linha final então contém a idéia da restauração, indicando a nota-chave para o futuro e que dia virá quando a idéia original de Deus e Sua intenção inicial não mais serão frustadas pelo mal e pelo livre-arbítrio humanos, pelo puro materialismo e egoísmo; o propósito divino será então, através dos corações e dos objetivos renovados da humanidade, alcançado.

(texto elaborado pela Fundação Cultural Avatar - Niterói - RJ - Brasil - Alice A. Bailey )
Fonte:www.caminhantes2.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Oração do Umbandista

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Comunicação.
Onde tantos mistificam, que eu leve a palavra da verdade!
Onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir!
Onde tantos fecham os olhos para a prática do bem, que eu abra meu coração para acolher!
Onde tantos usam a Umbanda como comércio, que eu seja usada pela Umbanda para o Amor!
Onde tantos espalham a ignorância e o preconceito, que eu saiba agir pela Luz do Conhecimento e da Razão!
Onde a vida perdeu o sentido, que através da Umbanda eu leve o Sentido de viver! Onde tantos me pedem um "despacho", que eu saiba ensinar a benção do trabalho interno!
Onde haja doença, que eu leve a vibração de saúde do Sr. Oxossi.
Onde haja desespero que eu leve a concórdia e a placidez das Águas.
Onde houver desânimo, que leve a determinação e tenacidade do Sr. Ogum.
Onde houver injustiça, que eu leve o discernimento e a justiça do Sr. Xangô.
Onde tantos me pedem um milagre, que eu seja a humildade do Preto Velho!
Onde tantos estão sempre distantes, que eu possa fazer a Umbanda sempre presente!
Onde tantos sofrem de solidão que faz morrer, que eu seja a pureza de Ibejada, espalhando a alegria!
Onde tantos morrem na matéria que passa, que o Sr. Omulu me abençoe com a vibração da terra, geradora permanente de vida.
Onde tantos olham para a terra, que eu seja um espelho de Aruanda, a refletir sua Luz na terra!

SARAVÁ UMBANDA!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Meditação e Vazio Iluminador

Esta Leitura é realmente impresindível.
Aos que não temem a grande quantidade de linhas, bom trabalho!
Flávia P.


Meditação e Vazio Iluminador

Paz Inverencial! Torna-se urgente que se compreendam a fundo as técnicas da meditação. Hoje falaremos sobre o Vazio Iluminador.
Ao iniciar este tema, vejo-me obrigado a narrar de forma direta aquilo que sobre o particular pude verificar experimentalmente. Creio que os que me escutam estão informados sobre a maravilhosa Lei da Reencarnação. Pois, nela, eu fundamento o relato seguinte:
Quando a Segunda Sub-Raça da nossa atual raça ariana floresceu na antiga China, estive ali reencarnado e me chamei Chou Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. Naquela existência, fiz-me membro ativo da Ordem do Dragão Amarelo. Claro que em tal ordem pude aprender claramente a ciência da meditação. Ainda mantenho na memória aquele maravilhoso instrumento denominado Aya-Atapan, o qual tinha 49 notas. Bem sabemos o que é a sagrada Lei do Eterno Heptaparaparshinok, ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas das escalas musicais, e se multiplicarmos sete por sete obteremos 49 notas colocadas em sete oitavas.
Nós, os irmãos, reuníamo-nos na sala da meditação, sentávamos ao estilo oriental com as pernas cruzadas e púnhamos as palmas das mãos de forma que a direita ficava sobre a esquerda. Sentávamos em círculo no centro da sala, fechávamos os olhos e em seguida púnhamos toda a atenção na música que certo irmão brindava ao Cosmo e a nós. Quando o artista fazia vibrar a primeira nota, estava em dó, todos se concentravam.

Quando fazia vibrar a nota seguinte, em ré, a concentração tornava-se mais profunda. Lutávamos com os diversos elementos subjetivos que carregávamos no interior, podíamos recriminá-los e fazê-los ver a necessidade de guardarem silêncio absoluto. Não será demais, queridos irmãos, lembrá-los de que esses elementos indesejáveis constituem o eu, o Ego, o mim mesmo, o si mesmo … são a seu modo entidades diversas personificando erros.
Quando vibrava a nota mi, entrávamos na terceira zona do subconsciente e enfrentávamos toda essa multiplicidade de agregados psíquicos que em desordem fervilham em nosso interior, que impedem a quietude e o silêncio da mente; nós os recriminávamos e tratávamos de compreendê-los. Quando o conseguíamos, entrávamos ainda mais fundo com a nota fá. É óbvio que novas lutas nos esperavam, pois amordaçar todos esses demônios do desejo não é tão fácil. Obrigá-los a guardar silêncio e quietude não é coisa simples, porém, com paciência o conseguíamos. Assim, prosseguíamos com cada uma das notas da escala musical.
Em urna oitava mais elevada, continuávamos com o mesmo esforço, e assim, pouco a pouco, enfrentando os diversos elementos infra-humanos que carregávamos em nosso interior conseguíamos por fim amordaçá-los todos nos 49 níveis do subconsciente e a mente ficava quieta, no mais profundo silêncio. Esse era o momento em que a Essência, a Alma, aquilo que ternos de mais puro, escapava para experimentar o Real. Assim, entrávamos no Vazio Iluminador. Assim, o Vazio Iluminador irrompia em nós. Movendo-nos no Vazio Iluminador conseguíamos conhecer as leis da natureza em si mesmas tais quais são e não corno aparentemente são.
Neste tridimensional mundo de Euclides só se conhecem causas e efeitos mecânicos, jamais as leis naturais em si mesmas. Assim, no Vazio Iluminador, elas surgem diante de nós corno realmente são. Nesse estado, podíamos perceber com a Essência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em si tais quais são. No mundo dos fenômenos físicos, a realidade… só percebemos a aparência das coisas: ângulos, superfícies… nunca um corpo inteiro de forma integral. O pouco que percebemos é fugaz. Ninguém poderia perceber a quantidade de átomos, por exemplo, que uma mesa ou uma cadeira tem… Porém, no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si tais quais são … integralmente!
Enquanto nos achávamos submersos no grande Vazio Iluminador podíamos escutar a voz do Pai que está em segredo. Fora de dúvida, nos achávamos num estado de arroubo que se podia denominar de Êxtase. A personalidade ficava ali, sentada, em estado passivo, na sala de meditação. Os centros emocional e motor integravam-se ao centro intelectual, formando um todo único e receptivo. De forma que as ondas de tudo aquilo que vivenciávamos no Vazio Iluminador circulavam pelo Cordão de Prata e eram recebidas pelos três centros: emocional, intelectual e motor.
Quando o Samadhi terminava, voltávamos ao interior do corpo, conservando a lembrança de tudo aquilo que tínhamos visto e ouvido. No entanto, hei de lhes dizer que a primeira coisa que se tem de abandonar para submergir por longo tempo no Vazio Iluminador é o medo. O eu do temor precisa ser compreendido … Já sabemos que sua desintegração faz-se possível quando se suplica à Divina Mãe Kundalini de forma veemente. Ela eliminará o eu do medo.
Um dia qualquer, não importa qual foi, achando-me no Vazio Iluminador, além da personalidade, do eu e da individualidade, submerso nisso que se poderia chamar “O NÃO”, “AQUILO”, senti que eu era tudo o que foi e será. Experimentei a unidade da vida, livre em seu movimento. Era a flor, o rio que, cristalino, corria no seu leito de pedras, cantando delícias na sua linguagem, a ave que se precipitava nos abismos insondáveis, era o peixe que nadava deliciosamente nas águas, era a Lua, os mundos… era tudo o que é, foi e será. Houve temor, os sentimentos do mim mesmo, do eu… Senti que me aniquilava, que deixava de existir corno indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, que o mim mesmo tendia a morrer para sempre.
Obviamente, enchi-me de indizível terror e voltei à forma física. Outros esforços permitiram-me que o Vazio Iluminador irrompesse novamente e tornei a me sentir confundido com tudo; corno indivíduo, corno pessoa, corno eu, tinha deixado de existir. Esse estado de consciência fazia-se cada vez mais profundo; de tal forma que qualquer possibilidade para existir, para a existência individual, se acabava, tendia a desaparecer definitivamente. Não pude resistir mais e voltei à forma física. Numa terceira tentativa, tampouco pude resistir e voltei à forma. A partir de então, sei que para alguém experimentar o Vazio Iluminador, para sentir o TAO em si mesmo, terá de eliminar o eu do temor; e isso é indubitável.
Entre os irmãos da Ordem do Dragão Amarelo, o que mais se distinguiu foi meu amigo Chang. Hoje, ele vive num desses “planetas do Cristo”, onde a natureza não é imperecedoura e jamais muda. Há duas naturezas: a perecedoura, mutável etc., e a imperecível, a que jamais muda, imutável. Nos planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecível e imutável. Chang vive num desses mundos onde o Cristo resplandece. Libertou-se há várias idades e vive ali naquele longínquo planeta com um grupo de irmãos que como ele também se libertaram.
Então, eu gostaria de lhes ensinar os sete segredos da Ordem do Dragão Amarelo, porém, com grande dor me dou conta que os irmãos de todas as latitudes ainda não estão preparados para poder recebê-los; e isso é lamentável.
Também é certo que hoje não é mais possível se utilizarem os 49 sons do aya-atapan, porque esse instrumento já não existe mais. Muitas involuções desse instrumento ocorreram; já não possuem mais as sete oitavas. Involuções dele são todos os instrumentos de corda: violino, guitarra, o próprio piano etc. No entanto, é possível chegar-se à experiência do Vazio Iluminador com um sistema prático e simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar a técnica agora mesmo. Prestem atenção:

A Técnica

Sentem-se ao estilo oriental com as pernas cruzadas … Devido a que sois ocidentais, essa posição resultará muito cansativa para vós, então sentai-vos em uma cômoda cadeira ao estilo ocidental. Colocai a palma da mão esquerda aberta e a direita sobre a esquerda. Quero dizer, o dorso da palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda. Relaxai o corpo ao máximo possível. A seguir, inalai profundamente e muito devagar. Ao inalarem, imaginai que a energia criadora sobe pelos canais espermáticos até o cérebro. Exalai curto e rápido. Ao inalar, pronunciai o mantra HAM. Ao exalar, pronunciai o mantra SAH. Indubitavelmente, inala-se pelo nariz e exala-se pela boca. Ao inalar, vocalizai a sílaba sagrada HAM mentalmente, pois estais inalando pelo nariz. Mas, ao exalarem, articulai a sílaba SAH de forma sonora.
O H soa sempre aspirado. Faz-se a inalação lenta e a exalação curta e rápida. Obviamente, a energia criadora flui em todas as pessoas de dentro para fora, isto é, de forma centrífuga. Nós devemos inverter essa ordem com objetivos de superação espiritual. Nossa energia deve fluir de forma centrípeta, de fora para dentro. Fora de dúvida, se inalamos devagar, lentamente, a energia criadora fluirá de forma centrípeta de fora para dentro. Se exalarmos curto e rápido, essa energia far-se-á cada vez mais centrípeta. Durante a prática, não se deve pensar absolutamente em nada. Os olhos ficam firmemente fechados e em nossa mente só vibrará o HAM SAH e nada mais. À medida que se pratique, a inalação vai se tornando mais funda e a exalação muito curta e rápida.
Os grandes mestres da meditação chegam a tornar a respiração pura inalação… a respiração fica suspensa. Isto é impossível para os cientistas, porém, real para os místicos. Em tal estado, o mestre participa do Nirvikalpa Samadhi ou Maha Samadhi e vem a irrupção do vazio Iluminador. Ele precipita-se nesse grande vazio onde ninguém vive e onde somente se ouve a palavra do Pai que está em segredo. Com esta prática, consegue-se a irrupção do vazio iluminador sob a condição de não se pensar absolutamente em nada. Não se admitirá na mente pensamento algum, nenhum desejo, nenhuma lembrança … A mente tem de ficar completamente quieta por dentro, por fora e no centro. Aqui, o pensamento, por insignificante que seja, é obstáculo para o Samadhi, para o êxtase. Esta ciência da meditação combinada com a respiração produz efeitos extraordinários.
Normalmente, as pessoas padecem disso que se chama poluções noturnas. Homens e mulheres sofrem tal situação. Têm sonhos eróticos, os eus copulam uns com os outros, a vibração passa pelo cordão de prata até o físico e sobrevém o orgasmo com a perda da energia criadora. Isso acontece quando a energia sexual flui de dentro para fora de forma centrífuga. Quando a energia sexual flui de fora para dentro de forma centrípeta, as poluções noturnas terminam, o que vem em benefício da saúde.
Bem, propicia-se o Samadhi durante a prática de meditação graças a que as energias criadoras, fluindo de fora para dentro, impregnam a consciência e terminam por possibilitar seu abandono do Ego e do corpo. A consciência desengarrafada do Ego, na ausência do Ego, fora do corpo físico, entra no Vazio Iluminador e recebe o TAO. Aquele que eliminou o eu do medo, do temor, poderá permanecer no Vazio Iluminador sem preocupação alguma. Sentirá que seu aspecto individual vai se dissolvendo, sentirá a si mesmo vivendo na pedra, na rocha, na longínqua estrela ou na ave canora de qualquer mundo planetário; não terá medo. Se não tiver medo, por fim gravitará até sua origem, convertendo-se a consciência, a Essência, em uma criatura terrivelmente divina para além do bem e do mal. Poderá pousar no Sagrado Sol Absoluto e ali, nesse Sol, como estrela microcósmica, conhecerá todos os mistérios do universo.
É bom saber que o universo em si mesmo, todo o nosso sistema solar, existe na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto como um instante eterno. Todos os fenômenos da natureza processam-se dentro de um instante eterno na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto. Se tiver medo, perder-se-á o êxtase e haverá o retorno à forma densa.
Queridos irmãos que me escutam, precisam abandonar o temor. Não basta dizer: deixarei de temer. Há necessidade de se eliminar o eu do temor, sim … e ele é dissolvido estritamente pelo poder da Divina Mãe Kundalini Shakti. Primeiro temos de analisá-lo, compreendê-lo e depois invocar Devi Kundalini, nossa Divina Mãe Cósmica particular, pedindo para que Ela desintegre o eu do temor. Somente assim alguém consegue submergir no Vazio Iluminador de forma absoluta. Quem o conseguir gravitará para o Sagrado Sol Absoluto e conhecerá as maravilhas do universo. Nossos irmãos precisam, pois, praticar essa técnica de meditação tal como a demos. Não se esquecer de que o corpo precisa ficar bem relaxado, e isso é indispensável. HAM SAH é o grande alento, HAM SAH é a nossa alma, HAM SAH é também um mantra que transmuta as energias criadoras. A meditação combinada com o tantrismo é formidável. HAM SAH é a chave.
Bem sabemos que a energia criadora serve para o despertar da consciência. Combinada com a meditação, tira inquestionavelmente a consciência de dentro do elemento egoico e a submerge no vazio iluminador. É óbvio que o vazio iluminador está além do corpo, dos afetos e da mente.
Em uma sala de meditação oriental, um monge perguntou ao Mestre: que é o vazio iluminador? Dizem os textos que o Mestre deu-lhe um pontapé no estômago e o discípulo caiu desmaiado. Depois, o discípulo levantou-se e abraçou o Mestre: obrigado, Mestre, experimentei o Vazio Iluminador. Absurdo, declararão muitos, porém não é bem assim. O que acontece é que fenômenos muito especiais se apresentam para o Vazio Iluminador. Um pintinho está pronto para sair do ovo. Sua mãe o ajuda ou o auxilia picando também ela a casca. O pintinho segue picando e com sua ajuda sai do ovo. Assim, quando alguém amadureceu, recebe ajuda de sua Divina Mãe Kundalini. Fura o cascão do Ego e da personalidade e sai para experimentar o Vazio Iluminador.

O Segredo: Meditação Combinada com o Sono

No entanto, há que se perseverar na meditação, há que se saber combinar inteligentemente a concentração com o sono; sono e concentração misturados produzem iluminação.
Muitos esoteristas pensam que a meditação não deve de modo algum ser combinada com o sono do corpo. Aqueles que pensam assim estão equivocados, porque a meditação sem sono arruína o cérebro. Deve-se sempre utilizar o sono em combinação com a técnica da meditação, porém, um sono controlado, um sono voluntário, não um sono sem controle, um sono absurdo… sono e meditação combinados inteligentemente.
Devemos montar no sono e não deixar que o sono monte em nós. Se aprendermos a montar no sono, teremos triunfado. Se o sono monta em nós, fracassamos. Portanto, usar o sono; meditação combinada com o sono… Essa técnica leva os praticantes ao Samadhi, à experiência do Vazio Iluminador. Há que se praticar diariamente. A que hora? No momento em que nos sintamos com ânimo para executá-Ia e especialmente quando estivermos com sono. Se seguirem essas indicações, um dia poderão receber o TAO, poderão experimentar a verdade.
Obviamente, há dois tipos de dialética: a dialética racional do intelecto e a dialética da consciência. Durante o Satori, trabalha a dialética da consciência, e tudo entendemos por intuição, através de palavras ou figuras simbólicas, na linguagem das parábolas do evangelho cristão, na linguagem viva da consciência superlativa do Ser. No Ser, a dialética da consciência se adianta sempre à dialética do raciocínio.
A um monge zen foi perguntado: por que o bodidharma veio do oeste? Resposta: quem está no jardim é o cipreste. Qualquer um diria que isso não tem concordância alguma. No entanto, tem sim. É uma resposta que se adianta à dialética do raciocínio; sai da essência. O cipreste, a árvore da vida, está em todas as partes, não interessa oriente ou ocidente. Este é o sentido da resposta. No vazio iluminador se sabe tudo por experiência direta da verdade.
O estudante terá de se familiarizar com a dialética da consciência. Infelizmente, o poder formulativo de conceitos lógicos, por mais brilhante que seja, por mais útil que seja nos aspectos da vida prática, resulta em obstáculo para a dialética da consciência. Não quero com isso descartar o poder formulativo dos conceitos lógicos, pois todos precisam dele no terreno dos fatos práticos da existência. Porém, cada faculdade tem inquestionavelmente a sua órbita particular em que é útil, fora dela resulta sem utilidade e prejudicial. Deixemos o poder formulativo de conceitos dentro de sua órbita. No Samadhi ou no Pansamadhi da meditação devemos sempre vivenciar, captar, a dialética da consciência. Isso é questão de experiência que o discípulo irá adquirindo à medida que pratica a técnica da meditação.

A Impaciência

O caminho da meditação profunda implica muita paciência. Os impacientes jamais conseguirão triunfar. Impossível vivenciar a experiência do vazio iluminador enquanto exista a impaciência em nós. O eu da impaciência tem de ser e eliminado , depois de ter sido compreendido. Que se entenda isto com clareza! Se assim se age, se recebe o TAO; isso é óbvio. A experiência do real jamais poderia chegar a nós enquanto a consciência continuasse embutida no Ego. O Ego em si mesmo é tempo. Toda essa multiplicidade de elementos fantasmagóricos que constituem o mim mesmo são um compêndio de tempo. A experiência do vazio iluminador é sua antítese; ele é atemporal, ele está além do tempo e da mente. O tempo é toda essa multiplicidade de eus; o eu é o tempo. Assim, pois, o tempo é subjetivo, incoerente, torpe, pesado e não tem realidade objetiva.
Quando alguém senta em uma sala de meditação ou simples ente em sua casa a fim de meditar, se quiser praticar essa técnica deverá esquecer o conceito de tempo e viver dentro de um instante eterno. Aqueles que se dedicam à meditação dependentes do relógio, obviamente não conseguem a experiência do Vazio Iluminador. Se me perguntassem quantos minutos diários devem ser utilizados na meditação, se meia hora, uma ou duas horas, não haveria resposta. Se alguém entra em meditação e está dependente do tempo não pode experimentar o Vazio Iluminador porque este não é do tempo. Seria algo similar a uma ave que tentasse voar e que estivesse amarrada por uma pata a um pau; não poderia voar … haveria uma trava. Para experimentar o vazio iluminador, temos de nos livrar de qualquer trava.
O importante é certamente experimentar a verdade e a verdade está no Vazio Iluminador. Quando a Jesus, o grande Cabir, perguntaram o que é a verdade, o Mestre guardou profundo silêncio. Quando a Gautama Sakiamuni fizeram a mesma pergunta, ele deu as costas e retirou-se. A verdade não pode ser descrita, não pode ser explicada, cada um tem de experimentá-la por si próprio através da técnica da meditação.
No vazio iluminador, experimentamos a verdade. Esse é um elemento que nos transforma radicalmente. Há que se perseverar, há que se ser tenaz … Pode acontecer que no princípio não se consiga nada, porém à medida que o tempo for passando iremos sentindo que nos vamos fazendo cada vez mais profundos. Um dia qualquer irromperá em nossa mente a experiência do vazio iluminador.
Inquestionavelmente, o vazio iluminador em si mesmo é o santo Okidanok, o Ativo Okidanok, onipresente, onipenetrante, onisciente, que emana de si mesmo, o Sagrado Sol Absoluto. Feliz de quem consiga precipitar-se no vazio Iluminador , onde não vive criatura alguma, porque será precisamente ali onde experimentará o real, a verdade. Perseverança faz-se indispensável… Há que se trabalhar afundo diariamente até se conseguir o triunfo total. A experiência da verdade através da meditação resulta prodigiosa. Ao se experimentar a verdade, a gente sente-se com força para perseverar no trabalho sobre si mesmo.
Brilhantes autores falaram sobre o trabalho em si mesmo, sobre o eu, sobre o mim mesmo. Fizeram muito bem ao falarem assim, mas esqueceram-se de uma coisa: a experiência da verdade. Enquanto alguém não tenha experimentado o real, não se sente reconfortado e não se sente com força suficiente para trabalhar sobre si mesmo, sobre o próprio eu. Quando alguém de verdade passou por tal experiência mística, é diferente, nada poderá o deter em sua aspiração de libertação. Trabalhará incansavelmente sobre si mesmo para conseguir de verdade uma mudança radical, total e definitiva.
Agora, meus queridos amigos, vocês compreenderão porque as salas de meditação são indispensáveis. Francamente, sinto tristeza ao ver que, apesar de tanto haver escrito sobre a meditação em diferentes Mensagens de Natal em anos anteriores, ainda não há salas de meditação nos países centro e sul-americanos, quando já deveriam existir.
O que se passou? Existe indolência. Por quê? Por falta de compreensão! Faz-se necessário entender! O pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem precisa de alento, precisa de algo que o anime na luta, estímulo para o trabalho sobre si mesmo… Sei que o pobre animal intelectual é débil por natureza e encontra-se numa situação completamente desvantajosa. O Ego é demasiadamente forte e a personalidade terrivelmente débil. Como deixá-lo se assim apenas consegue caminhar? Ele precisa de algo que o anime no trabalho, precisa de um apoio íntimo. Isso só se torna possível através da meditação.
Não quero dizer que todos de uma só ceifada irão experimentar o Vazio Iluminador. Obviamente, se chegará a essa experiência através de diferentes graus. O devoto entenderá cada vez mais o impulso íntimo do Ser e terá diversas vivências mais ou menos lúcidas. Dia chegará em que terá a melhor das vivências: a experiência direta da grande realidade; então receberá o TAO.
Todos aqueles que me escutam devem pesar bem minhas palavras. Reflitam, não basta simplesmente ouvir. Há que se saber escutar, o que é diferente. Porém, o que escuta a palavra e não a faz – diz o apóstolo Santiago na Epístola Universal – se parece com o homem que se olha no espelho e depois dá as costas e se vai.
Há que se viver a palavra dentro de si próprio. Não basta que me escutem. É necessário que se converta esse ensinamento em carne, sangue e vida, se é que se pretende a transformação radical. Há que se perseverar! Até aqui, minhas palavras.

Paz Inverencial

Samael Aun Weor

Fonte: http://www.gnosisonline.org/

Invocação cabalística do sábio Salomão

A Invocação do Sábio Salomão é uma oração mágica poderosa muito antiga. Não se tem certeza se foi escrita pelo próprio rei hebreu de mesmo nome, mas certamente o foi por uma casta sacerdotal contemporânea.

Consiste na invocação das Hierarquias Celestiais guardiãs e responsáveis pelas dimensões da Natureza e do Cosmo, desde os mundos divinos próximos ao Absoluto até o mundo físico.

Para as pessoas mais sensíveis, praticar a Invocação de Salomão é o mesmo que depurar nossos corpos internos, desde o corpo causal até o físico, limpando cada região de nossos Mundos Internos.



É importante destacar que os nomes das divindades são mantras sagrados que exercem funções em nossa psique, das quais não temos a menor ideia, mas sabemos de sua influência porque no mínimo temos uma sensação de bem-estar após a pronúncia dessa Invocação.

Abaixo, as frases da Invocação do Sábio Salomão e suas explicações:

Potências do Reino, colocai-vos sob meu pé esquerdo e em minha mão direita.
As Potências da Árvore Cabalística de Malacut, transformando meu corpo na letra Aleph, a Unidade.

Glória e Eternidade, tocai meus ombros e levai-me pelos caminhos da vitória.
Glória do Mundo Elemental, Etérico; e Eternidade do Mundo Astral, equilibrai e levai-me ao Mundo da Vitória, ao Mundo da Mente. Só se é vitorioso quando se entra dominando a mente.

Misericórdia e Justiça, sede o equilíbrio e o esplendor de minha vida.
O Íntimo e a Consciência, Misericórdia e Justiça, devem equilibrar nossas vidas. Justiça sem misericórdia é tirania; misericórdia sem justiça é conivência divina ao erro. Esse equilíbrio deve fazer nossa vida brilhar, triunfar.

Inteligência e Sabedoria, dai-me a coroa.
Esses 3 Atributos divinos formam o Triângulo Logóico Interno. Inteligência é Binah, o Espírito Santo; Sabedoria é Chokmah, o Cristo, e a Coroa é a Santíssima Trindade, ou Kether, o Pai Celestial Uno.

Espíritos de Malacut, conduzi-me por entre as duas colunas sobre as quais se apoia todo o edifício do Templo.
Os espíritos de Malacut (o Mundo Físico) são os Ischin (os Viventes). As duas colunas do templo são as pernas até o Fundamento do Reino, que é o Mundo de Yesod, nossos órgãos sexuais. Eles estão entre as duas colunas (as pernas).

Anjos de Netzach e de Hod, afirmai-me sobre a pedra cúbica de Yesod!
Átomos da Mente e das Emoções, equilibrem-se para que eu possa iniciar meus trabalhos em Yesod, o Sexo.

Ó Gedulael! Ó Geburael! Ó Tipheret!
Ó Seres da Sagrada Trindade Ética (Íntimo, Consciência e Causal).

Binael, sede meu Amor.
Seres de Binah, meu Espírito Santo, despertai o Amor por meio da Magia Sexual.

Ruach-Chokmael, sede minha luz!
Espíritos das dimensões de Chokmah, do Cristo, iluminai meu Caminho.

Sede o que vós sois e o que sereis, ó Ketheriel!
Vós, ó Seres das regiões de Kether, o Pai, sede minha Verdade em minha vida.

Ischin, assisti-me em nome de Shadai.
Espíritos Viventes, auxiliai-me em nome do Todo-Poderoso.

Querubim, sede minha força em nome de Adonai!
Seres de Yesod (o Mundo Etérico), dai-me a Força por meio da energia sexual, para que eu possa alcançar Deus (Adonai).

Beni-Elohim, sede meus irmãos, em nome do Filho, o Cristo, e pelas virtudes do Sabaoth.
Filhos dos Ehohim, seres do Mundo Astral, que eu entre na 5ª dimensão, em nome do Cristo, sempre, que também é pelos poderes do Exército da Palavra.

Elohim, combatei por mim, em nome do Tetragrammaton.
Elohim, Senhores da Mente Cósmica, ajudai a vencer o bom combate (o trabalho interno), equilibrando-me e ajudando a vencer nas 4 Provas Elementais. Esta é também uma frase para se invocar os Anjos do Karma.

Malachim, protegei-me em nome de Iod-He-Vau-He!
Seres do Mundo Causal, protegei-me dos Karmas Negativos pela Lei do 4.

Seraphim, depurai meu amor, em nome de Eloah!
Seres do Mundo da Consciência, que eu desperte a minha energia com a Energia do Amor. Avivai meus fogos internos para o despertar da minha consciência.

Hasmalim, iluminai-me com os esplendores dos Elohim e da Shekinah.
Só com a Magia Sexual, o Espírito Santo pode nos iluminar e criar corretamente nossa Shekinah, que é o nome dos 4 Veículos ou Corpos Inferiores equilibrados.

Aralim, obrai! Ophanim, girai e resplandecei.
(Aralim) Divinos seres das regiões do Espírito Santo (Binah), realizai vossa Grande Obra dentro e fora de nós.
(Ophanim) Seres das dimensões do Cristo Cósmico (Chokmah), girai como o Sol e iluminai meus caminhos.

Hajoth, ha Kadosh, gritai, falai, rugi, mugi!
Seres do mundo de Kether, o Pai de todo o Criado, dominai meus 4 corpos inferiores para que eu faça a Tua Vontade.

Kadosh, Kadosh, Kadosh.
Shadai, Adonai, Jot-chavah…

Kadosh significa Santo (Santificado 3 vezes).

Eheie Ashr Eheie
Significa Eu sou o que Eu Sou… Por que ele é santificado (glorificado) por 3 vezes? Kadosh pronunciado 3 vezes nos dá a energia dos mundos superiores, essa energia vem da Santíssima Trindade.

Halelu-Yah, Halelu-Yah, Halelu-Yah
Salve, Yah! (Eu Sou.)

Amém, Amém, Amén…
Aceito, Aceito, Aceito…

(Depois de haver recitado com fervor, com intensa fé essa Invocação, se rogará aos Grandes Mestres da Luz para que nos curem ou purifiquem o ambiente…)

Os Sefirotes
SefirotesNomes CabalísticosNomes CristãosAtributosCorpos
1 KetherHajot ha KadoshSerafinsCoroa, MisericórdiaPai
2 ChokmahOphanimQuerubinsSabedoria, RigorFilho
3 BinahAralimTronosInteligência, LuzEspírito Santo
4 ChesedHasmalimDominaçõesAmorÍntimo, Ser
5 GeburahSeraphimPotestadesJustiçaAlma Divina
6 TiferethMalachimVirtudesBelezaAlma Humana
7 NetzachElohimPrincipadosVitóriaMental
8 HodBeni ElohimArcanjosEsplendorAstral
9 YesodCherubimAnjosFundamentoEtérico
10 MalacutIschinIniciadosReinoFísico





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Senhor SHIVA


Antes de começar a falar deste deus, é preciso saber que os hindus são, em essência, monoteístas. Acreditam em um Deus indefinível e infinito, a quem chamam de Brahman. É equivalente ao Tao chinês. Brahman se manifesta através de seus três aspectos, conhecidos por Trimurti: Brahma (O criador) Vishnu (o mantenedor) e Shiva (que é o destruidor /transformador).

Então, como podem três deuses ser UM Deus? Vamos usar o filme "The Matrix" como uma comparação grosseira: Brahman seria o Deus eterno, imutável, infinito e impessoal que está fora da Matrix (assim como o software das máquinas, que não possuem uma representação física). O universo que conhecemos (Matrix e tudo o que encontrarmos para além da Matrix, como Zion) é manifestacão dele. Em Maya (Matrix) Brahman se manifesta diretamente como Ishvara, que é o Deus personalizado (equivalente a representação do "Arquiteto"). Ishvara e Brahman são a mesma "pessoa", sendo que um está fora e o outro dentro de matrix. Ishvara é aquele que domina o universo, ele é a alma do universo, e possui três formas (Trimurti), a saber: Brahma, Vishnu e Shiva. Eles não são seres distintos entre si (assim como as réplicas do "Agente Smith"). São como o vapor, a água e o gelo, a mesma coisa em estados diferentes. Quando está criando, Deus é Brahma, quando está mantendo a criação ele é Vishnu, e destruindo ele é Shiva.

É por uma questão de respeito que os Hindus cultuam tantos deuses que são intermediários entre o Divino (Brahman) e os homens, pois sabem que o Divino não toma partido nas decisões humanas. O Trimurti é mais respeitado por ser a criação mais próxima do Divino, daí que são cultuados com reserva e o respeito de quem se dirige a uma "autoridade". Então o povo hindu prefere se dirigir a outros deuses de "escalões mais próximos" aos homens, como Ganesha (filho de Shiva) e outros, para pedir coisas mais mundanas.

O nome original de Shiva nos Vedas é Rudra "o Deus terrível", sendo depois lhe dado o eufemístico nome de Shiva, "o auspicioso" (assim como fizeram com as Fúrias gregas, apelidadas de "as graciosas") Shiva significa Aquele em que tudo repousa, possuindo também o sentido de benigno, gracioso, amigo, felicidade e variantes. Um nome tão bonito pra um deus tão terrível? Mas, se você conhecê-lo, verá que ele não é tão mau assim. Um dos seus nomes é Neelkantha (que significa o de garganta azul). Sabem por que? Porque tomou um veneno que para salvar a humanidade, e então sua esposa Parvati apertou a garganta dele com força para que o veneno ficasse concentrado ali. Sua pele é representada na cor azul, como a de Krishna, pois significa iluminação ou santidade.

Muitos confundem Shiva com mulher, mas o nome é masculino (termina em A, enquanto o das mulheres terminam em I, na Índia) e ele, na verdade, também é ela. A representação Ardha-nari - que significa meio mulher - é uma das mais conhecidas. A outra metade é homem, para simbolizar a unidade do princípio gerador. Ardha tem três olhos, sendo um no centro da testa. A criação desse olho se deveu a uma brincadeira da sua esposa Parvati, que fechou os olhos de Ardha com as mãos, envolvendo assim o universo na escuridão e no caos. Para restaurar a ordem, Ardha imediatamente fez um terceiro olho. Representa suas três visões de tempo: passado, presente e futuro. Uma lua crescente, acima do 3º olho, marca a passagem do tempo em meses, enquanto uma serpente, enrolada no pescoço, marca a medida em anos (também representa o controle sobre os poderes da natureza, do ego, e da vida e morte) e vários colares de crânios espalhados pelo corpo representam a eterna passagem das eras, e a sucessiva extinção e geração de raças da humanidade.

Ele segura um tri-sula (tridente) numa mão e um tambor (em formato de relógio de areia) chamado Damaru. Do alto da sua cabeça sai o Rio Ganges. Seus olhos ficam semi-abertos (ou um aberto e o outro fechado), sendo isto chamado de Samabhavee mudrá. Significa que sua mente está absorta no seu eu interior, enquanto o corpo está envolvido no mundo exterior.

Foi designado a ele o papel de transformador, seja através da reprodução ou da destruição/dissolução. No papel de destruidor ele é chamado de Kala (Preto) e é identificado com o Tempo. Mas, na maioria das vezes, a função de destruição é realizada por sua esposa, Kali (aquela cheia de braços, que fica com a língua pra fora).

Kali (que na representação Ardha-Nari de Shiva é conhecida como Durga ou Parvati) é na verdade a contraparte feminina de Shiva. Certa vez o Deva do amor (Kama Deva) tentou inflamar Ardha-nari com paixão por Durga, e então ele, com um simples olhar do 3º olho, reduziu Kama Deva à cinzas. Com esse mesmo olhar, ele cumpre a tarefa de destruidor universal. Reza a lenda que ele queimou todo o universo, inclusive Brahma e Vishnu, e passou as cinzas pelo corpo. Daí que os yogues seguidores de Shiva também costumam espalhar cinzas pelo corpo para meditar.

No sentido de reprodução, vemos o símbolo de Shiva cultuado pelos hindus como o Shiva Lingam (falo), esculpido em madeira ou pedra. Shiva também é considerado o criador do ascetismo e do yoga, além de ser o deus da dança. O Mahasivaratri é um festival realizado em honra a ele. Diz-se que nesse dia Shiva fez a Tandava (dança primordial da criação, preservação e destruição).



O Tandava é repleto de significados herméticos, a saber:
A dança representa o movimento do universo. O primeiro braço, com a palma à frente, é um mudrá que quer dizer: "Não vos atemorizeis com a mensagem terrível que vos trago", e logo abaixo o outro braço traz a mensagem: "Sempre há uma saída". Ao apontar para o pé levantado, quer dizer: "O homem não deve atender às solicitações das suas más inclinações, de suas más paixões, dos instintos bestiais, oriundos da sua natureza animal, inferior, e sim seguir sua natureza superior, espiritual: deve abster-se do ódio, dos vícios, dos excessos, obter o autocontrole." Esta é a saída. O braço esquerdo segura um pequeno tambor que marca o ritmo da dança, e que significa: "Tudo no universo segue um ritmo, e está sujeito a uma ordem temporal".

Com o outro braço, o que segura as línguas de fogo, Shiva diz: "Aproxima-se o tempo de destruir o que se construiu, para se completar o ciclo da criação. Assim como no passado o mundo antigo acabou-se pelas águas de um dilúvio, agora ele será destruído pelo fogo".

O círculo de fogo por trás da figura indica o Samsara (o ciclo de reencarnações). A vida surge do calor da paixão, e termina com o fogo da destruição. Um pé está esmagando uma figura animalesca, que representa a natureza inferior e animal do homem (ignorância). Seu pé esquerdo erguido mostra-nos que podemos elevar-nos e atingir salvação.

Segundo a contagem de tempo Hindu, nós estamos vivendo na Kali Yuga (a Era Negra, ou "das Trevas"). Como ela é a faceta destruidora de Shiva, vivemos então uma era marcada por destruições, sofrimentos e transformações. A duração dessas eras (Yugas) se estende por milhares de anos.
Algumas fontes (através de canalizações) atribuem a Shiva (numa encarnação como mulher) o ensinamento do Reiki para a humanidade, em tempos imemoriais.

Fonte: http://www.saindodamatrix.com.br/

segunda-feira, 4 de julho de 2011

DESPERTAR

Autor: Karl Bunn
 
 Como é triste e amargo, para o observador que está despertando a sua consciência, ver o mundo dos que dependem exclusivamente de sua mente. Em todas as partes vemos pessoas especulando, debatendo e discutindo a realidade esotérica e os mistérios iniciáticos exatamente como faz um grupo de repórteres ao discutir e debater o jogo da seleção brasileira na Copa América.

É espantoso notar o quanto a discussão intelectual/conceitual é vazia, superficial e inútil no terreno do espiritual, do esotérico, do transcendental. Aqui, nesse campo, ou se tem experiência própria e direta, ou se é um papagaio repetindo estudos, idéias e conclusões alheias sem saber o que está falando. Quem está despertando a sua consciência, simplesmente foge dessas rinhas intelectuais porque já compreende que, quando se trata da verdade, o silêncio é o melhor discurso. Mas os intelectuais se encantam com essas coisas.

Despertar a consciência é um trabalho meticuloso, paciente, que demanda muita dedicação e esforço voluntário. Geralmente, são anos e anos de dura disciplina mística, com milhares de horas de meditação e mantralizações somadas ao esforço permanente de não se deixar arrastar pela correnteza da vida que oferece hoje facilidades e prazeres mil.

Atrevo-me a dizer que mais de 95% dos que se dizem ou se crêem esotéricos, assim o dizem e assim o crêem simplesmente porque lêem livros esotéricos. Ou seja: para a quase totalidade das pessoas atraídas pelo esoterismo, pelo espiritual, pelo transcendente, seu único trabalho prático consiste em ler - e quanto mais lêem, mais crêem que estão avançando em algum suposto caminho de evolução mística ou de auto-realização íntima. Sim, porque a mente projeta ilusões místicas e se auto-engana com suas próprias fantasias - pelo simples motivo de que a mente não sabe distinguir o real do imaginário.

Justamente aqui está o drama. Como fazer para que as pessoas "acordem" para a realidade do Caminho Espiritual? O que fazer para motivar esses milhares de leitores a sair de seus sofás e de suas poltronas de leitura? Quê subterfúgios ou estratégias se podería usar para levar alguém a trocar os livros pela meditação interior que leva à auto-iluminação? Que instrumento utilizar para golpear os sentidos adormecidos dessas criaturas que vêm e vão ao mundo samsárico e trazê-las ao que é real de verdade?

É uma tarefa titânica, a qual se lançaram os Cristos, Buddhas, Avatares, Mensageiros, Profetas, Enviados, Lanus e Chelas em todos os tempos, épocas, culturas e cenários. Mesmo assim, com o sacrifício pessoal desses super-heróis cósmicos, a humanidade continua indiferente e adormecida. Pior ainda: não se limita à indiferença. A humanidade odeia de morte os Cristos, os Buddhas, os Avatares, os Mensageiros, os Profetas, os Ungidos, os Iluminados, etc.

Em nossas peregrinações temos observado a presença de pessoas em sincera busca nas mais distintas comunidades. Mas vemos também que ali tudo que encontram é uma babel de idéias e sistemas, onde se misturam a verdade e a fantasia, o fogo e a fumaça, Deus e o diabo. Uma alma, uma Essência ainda não forjada pelas provas iniciáticas, não tem condições de discernir o caminho reto da via espiralada - visto que, no início, ambas se parecem.

Pior ainda: mesmo que essas Essências encontrem algum refúgio seguro e uma orientação correta e adequada, depara-se então com seu/nosso lamentável estado psicológico interior, diante do qual já nem mais forças para mudar conseguimos reunir e sustentar. Por isso mesmo, ao longo dos anos temos visto milhares e milhares iniciarem e desistirem. Por absoluta inanição espiritual.

Sem dúvida, é um quadro desolador... E não há nada, absolutamente nada a ser feito. Porque, no Caminho da Iniciação Branca, ninguém pode obrigar ninguém a coisa alguma. Só podemos esperar que algum dia, em algum momento, haja um "chispaço" de consciência e o buscador caia em si e veja seu equivocado estado interior.



Fonte: Mega Portal Nova Gnose

SONHOS INÚTEIS

Autor: Samael Aun Weor

 

(...) Vamos falar de algo que é muito importante. Refiro-me enfaticamente à questão dos sonhos. É chegada a hora de ir ao fundo dessa questão. Considero que o mais importante é deixar de sonhar. Na verdade, os sonhos não passam de simples projeções da mente, e, portanto, são ilusórios, não servem para nada.

É o ego quem, precisamente, projeta os sonhos. É lógico que esses sonhos são inúteis. Nós precisamos transformar o subconsciente em consciente. Precisamos eliminar radicalmente não só os sonhos, mas também a possibilidade de sonhar, e isso é muito sério. Sem dúvida, sempre sonharemos enquanto existir egos em nossa mente.

Precisamos de uma mente que não projete; precisamos esgotar o processo de pensar. A mente projetora cria sonhos, que são ilusórios e vazios. Quando falo de “mente projetora” não me refiro aos projetos de engenharia, onde são desenhados plantas e projetos de um prédio ou de uma estrada. Não! Ao falar de “mente projetora” me refiro à mente do animal intelectual.

É claro que o subconsciente sempre projeta não só casas e prédios ou obras em geral. Explico: Projeta suas próprias recordações, seus próprios desejos, suas próprias emoções, paixões, idéias, experiências, etc. A “mente projetora”, repito, projeta ou cria sonhos. É claro que enquanto houver subconsciente sempre existirão projeções. Quando o subconsciente se transforma em consciente, terminam as projeções; já não podem existir, desaparecem.

Se queremos a verdadeira ILUMINAÇÃO, é preciso, urgentemente, transformar o subconsciente em consciente. Para isso, é preciso acabar-se com o subconsciente. Entenda-se: o subconsciente é o ego. Então, é preciso acabar-se com o ego, o eu, o mim mesmo, o si mesmo. É dessa forma que transformaremos o subconsciente em consciente, em consciência objetiva, real e verdadeira.

Uma pessoa possuidora de consciência objetiva, que tenha eliminado o ego, viverá nos mundos superiores totalmente desperta. Enquanto seu corpo repousa numa cama, dormindo, ela se moverá nos mundos espirituais perfeitamente desperta, tocando as grandes realidades dos mundos superiores.

Uma coisa é a gente andar pelos mundos espirituais com a consciência desperta, atenta, e outra coisa é fazer isso em estado subjetivo, dormido, projetando sonhos [pensamentos]. Vejam a enorme diferença que há entre um estado e outro de quem anda por essas regiões projetando sonhos e quem anda por ali com a consciência totalmente desperta, iluminada, atenta, em estado de VIGILIA SUPEREXALTADA. Obviamente, este último estado é o de um iluminado, e assim poderá, se quiser, investigar os mistérios da vida e da morte e conhecer todos os enigmas do universo.

Existe por aí um certo autor que diz que os sonhos não passam de idéias disfarçadas. Se for assim, podemos esclarecer um pouco mais essa questão, afirmando que os “sonhos são projeções da mente”. Porque essas idéias disfarçadas são projetadas mentalmente – e isso são os sonhos”. Portanto, coisa falsa e vazia. Porém, quem vive desperto já não sonha.

Ninguém poderia viver desperto sem haver morto em si mesmo, sem haver aniquilado o ego, o eu, o mim mesmo. Por isso, quero que todos os irmãos se preocupem mais pela desintegração do ego, porque somente assim, acabando com essa terrível legião, poderão despertar totalmente.

Sem dúvida, não é fácil acabar-se com os elementos subjetivos que possuímos. Esse processo ocorre de forma didática, pouco a pouco. Mas, conforme a gente vai eliminado esses elementos, a consciência vai se tornando objetiva, e quando a eliminação se dá por completa, absoluta, a consciência torna-se 100% objetiva, desperta. Então, termina a possibilidade de sonhar.

Os grandes adeptos da Fraternidade Universal Branca não sonham; possuem consciência objetiva. Para eles, a possibilidade de sonhar desapareceu, e eles vivem nos mundos superiores em estado de vigília intensificada, totalmente iluminados, governando as leis da natureza, convertidos em deuses, mais além do bem e do mal.

É importante compreender tudo isso a fundo. Para sintetizar ainda melhor, para que todos possam fazer um resumo exato disso tudo, quero acrescentar:

1. O subconsciente é o mesmo ego. Aniquile-se o ego e a consciência despertará.
2. Os elementos subconscientes são elementos infra-humanos que todos temos dentro; destruindo-se esses elementos, a possibilidade de sonhar [projetar] terminará.
3. Os sonhos são projeções do ego; portanto, de nada servem.
4. O ego é mente.
5. Os sonhos são, por isso, projeções da mente. [Logo, a melhor forma de pensar é não pensar].
6. Anotem isso com muita atenção: É INDISPENSÁVEL NÃO PROJETAR [não fantasiar].
7. Não somente se projetam coisas para o futuro como sempre estamos também projetando [fantasiando] coisas do passado.
8. Também projetamos [fantasiamos] todo tipo de emoção e sentimentos presentes, paixões, pensamentos luxuriosos, etc.

As projeções da mente são infinitas. Logo, as possibilidades de sonhar também são infinitas. Como seria possível considerar iluminado um sonhador? É lógico que um sonhador é um sonhador, nada sabe sobre as realidades das coisas, sobre isso que está além do mundo dos sonhos. É indispensável que os irmãos de nosso Movimento Gnóstico se ocupem do DESPERTAR, para o quê, é preciso que se dediquem plenamente à dissolução do ego. Que isso seja sua principal tarefa.

Conforme forem morrendo em si mesmos, a consciência irá se tornando cada vez mais e mais objetiva, e as possibilidades de sonhar irão diminuindo em forma progressiva. MEDITAR é indispensável para compreender nossos erros psicológicos. Quando a gente compreende que tem este ou aquele defeito, pode se dar ao luxo de eliminá-lo.

Eliminar este ou aquele erro, este ou aquele defeito, equivale a eliminar tal ou qual agregado psicológico, tal ou qual elemento dentro do qual existem as possibilidades de sonhar ou de projetar sonhos.

Quando alguém quer eliminar um defeito, um erro, um agregado psíquico, deve primeiro compreendê-lo. Porém, não basta “apenas” compreender; é preciso ir mais fundo, ir além: é preciso “capturar” o profundo significado daquilo que se compreendeu, e só se pode “capturar” esse profundo significado por meio da meditação interior, íntima e profunda.

Aquele que “capturou” o profundo significado do que compreendeu está na possibilidade de eliminá-lo. Eliminar agregados psíquicos é urgente. Agregados psíquicos e defeitos psicológicos, no fundo, são a mesma coisa. Qualquer agregado não é mais que a expressão de um defeito de tipo psicológico.

Que é necessário eliminar os defeitos está mais que claro. Mas, antes temos que compreendê-los e também “capturar” o seu profundo significado. É dessa maneira que iremos morrendo de momento a momento. Só com a morte surge o novo. Alguns querem DESPERTAR NO ASTRAL, no MENTAL, mas não se preocupam em morrer. O mais grave é que confundem os sonhos com as verdadeiras experiências místicas.

Uma coisa são os sonhos, que não passam de simples projeções do subconsciente; outra coisa são as experiências místicas reais. Qualquer experiência mística autêntica exige o estado de alerta e de consciência desperta [atenta].

Eu não poderia conceber experiências místicas reais estando a consciência adormecida. Assim, a experiência mística real, verdadeira, autêntica, só aparece quando tornamos objetiva nossa consciência, quando estamos despertos.

Reflitam profundamente os irmãos em tudo isso. Que se dediquem a morrer de momento a momento. Só assim conseguirão realmente objetivar totalmente sua consciência.

PERGUNTA: Mestre, todas essas multidões que andam como loucas pelas ruas, estão adormecidas? Estão projetando? Estão sonhando? Estão alheias a si mesmas?

RESPOSTA: Certamente, toda essa gente anda em tropel, correndo, sonhando. Não é preciso que seus corpos estejam deitados na cama, roncando à meia-noite para estarem sonhando. As pessoas sonham aqui mesmo, em carne e osso. Assim como vocês podem vê-las andando como loucas pelas ruas, nesse constante ir e vir, como máquinas sem tom nem som, sem rumo, assim também andam nos mundos internos, quando o corpo físico está dormindo na cama.

Ocorre que essas pessoas que passam sonhando pela vida, que andam sonhando durante esse estado que podemos chamar de “estado de vigília”, quando chega a hora de dormir na cama, abandonam o corpo e entram ao mundo supra-sensível, levando para lá seus próprios sonhos. Ou seja: Cada qual leva consigo aos mundos internos seus próprios sonhos e devaneios, tanto durante as horas de sono quanto após a morte.

As pessoas morrem sem saber nem como nem porque, e entram nos mundos internos sonhando, continuam sonhando e ao nascer novamente nem se dão conta de como tudo aconteceu, e assim seguem sonhando o tempo todo vida a fora.

Portanto, não é de se surpreender que as pessoas caiam debaixo das rodas de um carro, que cometam tantas loucuras. Isso tudo se deve ao fato de terem a consciência adormecida, de estarem sonhando.

Deixar de sonhar é indispensável. Quem deixar de sonhar, aqui e agora, anda desperto em todas as partes. Quem despertar aqui e agora, desperta no infinito, nos mundos superiores, em qualquer parte do cosmo.

O mais importante é despertar aqui e agora, neste preciso momento em que estamos falando deste assunto, de momento a momento.

* Conferência traduzida por Karl Bunn

Fonte: Portal Nova Gnose

domingo, 3 de julho de 2011

Virgem de Guadalupe

 O índio Juan Diego, cujo nome asteca era Cuauhtlatohayc, nasceu em 1471, perto da cidade do México, na aldeia de Cautitlán, pertencente aos índios Mazehuales.
Era então Arcebispo da cidade do México, Dom Juan de Zumárraga, franciscano basco. Era o segundo bispo da Nova Espanha.

Conforme a lenda e tradição, no Sábado, 9 de dezembro de 1531, pelas seis horas da manhã, quando o índio Juan Diego se dirigia de sua aldeia para a de Tolpetlac para assistir uma função religiosa na missão franciscana de Tratetolco, ao chegar ao monte Tepeyac, às margens do lago Texcoco, viu uma jovem de uns 15 anos, que lhe ordenou ir falar com o Bispo a fim de pedir-lhe que construísse um templo no vale próximo.
No mesmo dia a tarde por volta das 5 horas da tarde, Juan Diego vê novamente a jovem, lhe relata a incredulidade do bispo e pede que escolha outro mensageiro.Porém a jovem insiste em sua missão de ir ter novamente com o bispo e pedir a construção do templo.

No dia seguinte, Domingo 10 de dezembro, 3 horas da tarde, Juan Diego fala novamente com o bispo, que ainda não acredita e pede algum sinal. Pela terceira vez a jovem lhe "aparece" e ordena a Juan Diego que volte ao monte no dia seguinte para receber o sinal pedido pelo bispo.

Entretanto, no dia seguinte, Juan Diego, não vai ao monte devido a doença de seu tio Juan Bernardino. Na madrugada do dia 12 de dezembro, terça-feira, devido a gravidade da doença de seu tio, Juan Diego sai de sua aldeia para buscar um sacerdote, e rodeia o monte para não encontrar a virgem. Porém, mesmo assim ela lhe "aparece", fala que seu tio ficará curado, e pede que vá ao monte buscar rosas que seria o sinal. Ao seu regresso, a virgem diz: Estas diferentes flores são a prova, o sinal que levarás ao bispo.Diga-lhe que veja nelas meu desejo, e com isso, execute minha vontade.

Ao mesmo tempo que Juan Diego encontra a jovem, ela "aparece" também a seu tio doente, cura instantaneamente suas enfermidades e manifesta seu nome: "Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe".
No dia 12 de dezembro, após a quarta "aparição", Juan Diego leva em seu poncho, como prova, rosas frescas de Toledo(e isto em pleno inverno mexicano). Já na casa do bispo, por volta do meio dia, na hora que abriu o poncho(ayate) onde estavam embrulhadas as flores, estava a imagem: "A Virgem de Tequatlaxopeuh". A mesma que hoje se venera na Basílica de Guadalupe.



Proporções do poncho- A imagem estampada é de 143 cm de altura. Aparece uma jovem morena, aparentando 18a 20 anos e trajando um vestido comprido. O poncho, chamado de ayate, é composto de três lados e confeccionado de cacto, chamado "maguey", grosseiramente confeccionado, assemelhando-se a um saco de estopa. Cada lado mede perto de 50 cm de largura. Ocupando dois desses lados está desenhada a imagem da jovem. O terceiro lado está dobrado para detrás das outras.

As estrelas no manto da virgem - De acordo com o Doutor Juan Homero Hernández Illescaz se comprova, com exatidão, que no manto da virgem de Guadalupe, está reproduzido o céu do dia 12 de dezembro: a manhã do solstício do inverno de 1531.

No manto estão representadas as estrelas mais brilhantes das principais constelações visíveis do Vale de Anáhuac do dia 12 de dezembro de 1531. Ali, estão as constelações completas, comprimidas.


A extraordinária distribuição das estrelas não pode ser produto do acaso ou coincidência, pois nenhuma distribuição ao acaso pode representar com exatidão, em sua totalidade, as constelações de estrelas de um momento determinado.
Para os indígenas, o solstício de inverno era o dia mais importante em seu calendário religioso. O sol vencia as trevas e ressurgia vitorioso. Por isso, não é casual que precisamente neste dia ocorreu tão grandioso milagre.


Os símbolos
Os antigos povos indígenas do México transmitiam a memória de sua história de geração em geração por meio de poemas e cantos, que ao ser transmitidos por meio de figuras e símbolos em papel ou peles, formavam os chamados códices.
A imagem está cheia de símbolos (a maneira de códices), de modo que os habitantes destas terras pudessem entender facilmente a mensagem.
Para que possamos entender, pela nossa visão moderna, a profundidade da mensagem contida na imagem de Guadalupe, é necessário conhecer o significado básico dos símbolos presentes na santa imagem segundo a culturas indígenas que lá viviam:

Cinto - Marca a gravidez da virgem, que se constata pela forma aumentada do abdómen, onde se destaca uma maior proeminência vertical que transversal.. O cinto se localiza em cima do ventre. Cai em dois extremos trapezoidais que na cultura Náhuatl representa o fim de um ciclo e o nascimento de outro. Na imagem simboliza que com Jesus Cristo se inicia uma nova era tanto para o velho como para o novo mundo.

Lua - A Virgem de Guadalupe está pisando no meio da lua; e não é casual que as raízes da palavra México em Náuhatl é "Metz-xic-co" que significa " no centro da lua". Também é símbolo de fecundidade, nascimento e vida.




Flor - A flor de quatro pétalas, a "Nahui Ollín" é o símbolo principal na imagem. É o símbolo máximo na cultura náuhatl e representa a presença de Deus, a plenitude, o centro do espaço e do tempo. A imagem representa a Virgem de Guadalupe como a Mãe de Deus e a flor marca o lugar onde se encontra Nosso Senhor Jesus em seu ventre.


Anjo - Um anjo está aos pés da imagem. As asas são como de águia, assimétricas e muito coloridas. Os tons são parecidos com os do pássaro mexicano "tzinitzcan" que Juan Diego avistou anunciando a "aparição" da Virgem de Guadalupe.




Raios - A Virgem está rodeada de raios dourados que formam um halo luminoso.Mensagem: ela é a Mãe da luz, do Sol, do Deus verdadeiro.






Cabelos - Tem o cabelo solto, que entre os astecas é sinal de virgindade. É virgem e mãe.

Seu rosto é moreno, ovalado e em atitude de profunda oração, refletindo amor e ternura.



Suas mãos estão juntas em sinal de recolhimento e oração. A direita é mais branca e a esquerda é mais morena, podendo significar a união das raças.

Mais símbolos - Os indígenas eram homens religiosos por excelência e sempre estavam atentos a sinais que entendiam como mensagens de Deus. 12 de dezembro de 1531, dia da formação da imagem no manto de Juan Diego, se reuniram quatro grande símbolos:
Cometa Halley - Solstício de Inverno
Conjunção Sol-Vênus - Tanto Vênus ( Quetzalcoátl ) como o Sol ( Tonatiuh ) eram símbolos de Deus.Na conjunção Sol-Vênus que se deu nesse dia, podia observar uma plenitude de simbolismo divino.
O retorno de Vênus - O planeta Vênus somente a cada 8 anos retorna junto com o Sol. Os indígenas interpretam como o retorno de "Quetzalcoátl", o "Deus-homem", representado por Vênus.


Obs: Estes são somente alguns detalhes, existem muitos outros detalhes fantásticos.
Fonte: http://oepnet.sites.uol.com.br/nossasenhora.htm



quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Vibração das Cores


Prata é a Inteligência, tudo que é inteligente é prata.

Dourado é a Sabedoria, é o saber da sabedoria, é a cor de Cristo. Tudo que é Cristico é sábio e por isso é Dourado.

Violeta é a cor que Deus gosta de brincar, é a cor pela qual Deus fala com todos nós. Violeta é o Índigo ativo de Deus mesclado com o Rosa do Amor da Mães Divinas, Violeta é a cor da mistura do Masculino com o Feminino e por isso é a cor que Deus gosta de usar para falar conosco.

Laranja é a mistura da feliz criança criativa do Amarelo com a maturidade instigante do Vermelho. É o mesmo que dizer que o Amarelo é a criança, o Vermelho é o adulto dono de si e o Laranja é o adolescente.

Azul claro é passivo, amor seguro, benevolência, mar e céu as bases de toda a solidez.

Verde é a cura da Natureza Divina, a cura se dá quando se reestabelece a harmonia da Natureza.

Preto é neutro, onde todas as cores deixam de ser.

Branco é a passividade, onde todas as cores se expressam e são o que são.

Rosa é Amor Maternal, é a cor do útero da mulher e o nome da Flor Mãe Rosa.

O Lilás é como nos chega o Rosa da Mãe Divina, que de tão sutil nos feriria, então o Rosa Divino se torna mais denso e me materializa no Lilás para chegar até nós.

Professor Estelar

domingo, 12 de junho de 2011

MANTRAS PARA MÃE KUAN YIN



NAMO KUAN-SHIH-YIN PU-SA
A PRONÚNCIA
NAMÓ GUAN-CHEER-IIN PUSSÁ
O SIGNIFICADO
Eu Chamo pela Bodisatva Kuan Yin, Aquela que vê e ouve o sofrimento do Mundo.
Namo (Sânscrito) - uma homenagem ao Sagrado nome de Kuan Yin, Salve !
Kuan (Chinês) – aquela que cuida e observa
Shih (Chinês) – o mundo
Yin (Chinês) - Som / Voz
Pusa (Sânscrito) – Bodisatva

CHIU K’U CHIU NAN PU-SA LAI
A PRONÚNCIA
DIO-CU DIO-NAN PUSSA-LAI
O SIGNIFICADO
Livre-nos do sofrimento e dos desastres. Bodisatva (Kuan Yin) - Venha!

OM MANI PADME HUM
Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra).
Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.
Avalokitesvara alcançou tão elevado grau de espiritualidade, como se tivesse subido a mais alta montanha. Destas alturas, estava para partir à planos ainda mais elevados, e distantes da terra, quando ouviu um gemido que vinha do inconsciente coletivo da humanidade.
O lamento por sua partida. Seu coração encheu-se de compaixão e Avalokitesvara prometeu ficar neste planeta trabalhando e servindo para evolução da humanidade.
Este juramento bodhisatva, é feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca. Eles deixam de seguir as sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados.
Ao recitarmos o Mani Mantra, estamos penetrando a mesma roda metafísica que os Mestres Ascensos e não Ascensos da Grande Fraternidade Branca que estão constantemente empurrando - a Roda da Evolução Espiritual da humanidade.
Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos.
Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o "Mani Mantra", uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado.
O mantra OM MANI PADME HUM, é fácil de pronunciar e poderoso pois contém a essência de todo o ensinamento.
Muito tem sido escrito sobre este mantra e é impressionante que apenas seis silabas possam atrair tanto comentário importante.
De acordo com Dalai Lama, o propósito de recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras e mente, no puro e louvado corpo, palavra e mente de um Buda.
O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.
Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto.
Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.
OM - A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria.
A senda das seis perfeições é a senda de todos os budas. Cada uma das seis silabas elimina um dos venenos da consciência humana.
OM - Dissolve o orgulho
MA - Liberta do ciúme e da luxuria.
NI - Consome a paixão e os desejos
PAD - Elimina a estupidez e danos.
ME - Liberta da pobreza e possessividade.
HUM - Consome a agressão e o ódio.
Os mantras são freqüentemente, os nomes dos budas, bodhisattvas ou mestres e que o compuseram. Os mantras são investidos com um infalível poder de ação, de forma que a repetição do nome da deidade, transmite as qualidades de sua mente. O nome é idêntico a deidade ou essência da deidade que o compôs e com ele presenteia a humanidade dando a seus irmãos a essência de tudo aquilo que ele atingiu em muitas vidas de esforço e sagrado oficio. Dando o glorioso resultado de seu momentum de sabedoria.
Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do Chenrezig, o bodhisatva da compaixão, conhecido na tradição Mahayana como Avalokitesvara.
O mantra OM MANI PADME HUM, chamado de mani mantra, levanta algumas traduções misteriosas. Diz a tradição que este mantra significa o nome Chenrezig. Contudo, Chenrezig não tem nome, mas ele é designado por nomes. Estes nomes são a taça para a compaixão a benção e a força que ele derrama. Portanto este é apenas um dos nomes de Chenrezig, MANI PADME, colocado entre as duas silabas sagradas OM e HUM.
Parece-nos que Chenrezig, Avalokitesvara e Kuan Yin são os nomes do mesmo buda da compaixão.
OM - Representa o corpo de todos os budas, também o começo de todos os mantras.
MANI - Jóia em sânscrito
PADME - Lótus ou chakra
HUM - A mente de todos os budas e freqüentemente finalizam os mantras.
MANI - Refere-se a Jóia que Chenrezig segura no centro de suas duas mãos.
PADME - Refere-se ao lótus que ele segura na sua segunda mão esquerda.
Dizendo MANI PADME estamos nominando Chenrezig através de seus atributos: "Aquele que segura a Jóia e o Lótus". Chenrezig ou Jóia do Lótus são dois nomes para a mesma deidade.
Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a benção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesmo reúne a benção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade. O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar.
Sendo a deidade e o mantra um em essência, significa que é possível recitar o mantra sem necessariamente trabalhar a visualização. A recitação permanece efetiva.
Cada uma das seis silabas sagradas retêm um efeito purificador genuíno.
OM - Purifica o corpo
MA - Purifica a palavra
NI - Purifica a mente
PAD - Purifica as emoções
ME - Purifica as condições latentes
HUM - Purifica o véu que encobre o conhecimento
Cada silaba é ela mesma uma oração
OM - É oração dirigida ao corpo dos budas
MA - É oração dirigida à palavra dos budas
NI - É oração dirigida à mente dos budas
PAD - É oração dirigida às qualidades dos budas
ME - É oração dirigida à atividades dos budas
HUM - Reúne a graça (benção) do corpo, palavra, mente, qualidade e atividade dos budas.
Estas seis silabas correspondem à transcendental perfeição dos budas secretos.
OM - Ratnasambhava, Buda que nos inunda com sua sabedoria de igualdade e nos liberta do orgulho espiritual, intelectual e humano
MA - Amogasidhi, Buda que nos inunda com sua sabedoria que a tudo realiza, a sabedoria da ação perfeita e liberta-nos do veneno da inveja e do ciúme.
NI - Vajrasattva, Buda nos inunda com a sabedoria da vontade diamantina de Deus. Consome em nós o veneno do medo, da duvida e da descrença em Deus, o único Guru.
PAD - Vairochana, Buda que nos inunda com a sabedoria penetrante do dharmakaya, a poderosa Presença Eu Sou. Consumindo em nós o veneno da ignorância.
ME - Amithaba, Buda que nos inunda com a sabedoria da discriminação e consome em nós os venenos das paixões : Todos os desejos intensos, cobiça, avareza e luxuria.
HUM - Akshobhya, Buda que nos inunda com a sabedoria que se reflete como num espelho e consome em nós os venenos de raiva, ódio e criações de ódio.
As seis silabas sagradas OM MANI PADME HUM são a essência das cinco famílias de budas secretos. São a fonte para todas as qualidades e profunda alegria. É a senda que conduz a uma elevada existência para a liberdade da alma. 

OM MANI PADME HUM HRIH
A PRONÚNCIA
OM MÃNI PADME RRUM RrIIII
O SIGNIFICADO
Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa., que nos traz a sabedoria discriminativa, o discernimento. (O Lótus é o chakra da coroa). HRIH! (Hrih é o bija, ou sílaba “semente”, do Buda Amitabha.)

Fonte: EUSOULUZ.COM.BR

domingo, 5 de junho de 2011

A Chama Violeta



A Chama Violeta é uma grande dádiva de Deus. Foi liberada, em 1930, quando Saint Germain apareceu, aos pés do monte Shasta na Califórnia, a Guy Ballard, mensageiro de Deus no Movimento I AM, para libertar a humanidade. Saint Germain deu-lhe a dispensação da Chama Violeta para o planeta Terra. O monte Shasta, na Califórnia, é o principal foco de irradiação da Chama Violeta do Mestre Saint Germain para o planeta Terra.

Para compreender a maravilhosa ação do Espírito Santo, por meio da Chama Violeta, precisamos entender um pouco do atual momento cósmico em que vivemos e também sobre a lei do Carma. Só assim, poderemos avaliar o significado desta tremenda dádiva dada por Deus.
 
A Chama Violeta apaga e dissolve os erros cometidos pelos filhos de Deus, transmuta estados mentais depressivos em um estado mental alegre e tranqüilo. Ela é mágica e alivia a dor física, emocional e mental.

A Chama Violeta é como uma poderosa vassoura cósmica que varre o lixo de nossas vidas passadas e presente, de nossas cidades, de nossa nação e do nosso planeta também. Queimando este lixo e transmutando-o em Luz; Luz que volta para o nosso Corpo Causal, aumentando, assim, a nossa riqueza espiritual.

Como todos os Raios de Deus, o Raio Violeta, é uma das facetas da mente de Deus. Assim sendo, traz consigo a inteligência e a vontade do Pai. Ela é capaz de identificar, o que pode e o que não pode ser limpo e transmutado em Luz, na pessoa que a está invocando. Exemplo: quando uma pessoa pede para ser libertada de um mal e ela não perdoa este mesmo mal em outras pessoas, então, a Chama Violeta não a libertará deste mesmo mal. Não podemos julgar a ninguém. O julgamento, a Deus pertence.

Podemos enviar um raio de Chama Violeta para libertar pessoas mesmo que estejam longe de nós. Quando fazemos a invocação inicial da Chama Violeta para que atue em nossas vidas, nos purificando, pedimos também para que atue na vida de outras pessoas, citando seus nomes e endereços. Quando não sabemos qual é a causa de um problema, podemos enviar um raio de Chama Violeta, para dissolver o núcleo e a causa do problema. Nós somos condutores dos raios de Deus na Terra.

O Carma negativo é criado quando mal utilizamos a energia que recebemos de Deus com nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atos negativos. A cada minuto estamos criando Carma positivo ou negativo. Quando qualificamos a nossa energia com rancor, ressentimento, ódio, tristeza, medo, crítica, condenação ou julgamento, citando apenas alguns dos tipos de má qualificação de energia, ela fica muito pesada para subir a Deus, de onde veio.

Então ela segue a lei do círculo, isto é, dá a volta por todo o planeta, unindo-se a outras energias iguais a ela.

Assim, ela volta multiplicada muitas vezes a quem as enviou. Esta energia pesada, volta e acumula-se nas
células do indivíduo e em torno dele próprio. Com o acúmulo de negatividade em seu ser, ele acaba por atrair variados tipos de problemas, doenças, acidentes, brigas e muito mais.

A Chama Violeta dissolve os véus de ilusão e ignorância, trazendo, à Luz, a Verdade divina. Só o conhecimento da Verdade pode libertar o homem.
Saint Germain trouxe a energia do amor do raio rosa rubi, simbolizando o Espírito Santo. Esta é a era da justiça, da libertação dos oprimidos, da libertação pela verdade, que vem com a transmutação do Carma pelo correto uso da Chama Violeta. A Chama Violeta é a mistura e união do amor em servir, do raio rosa e do poder da justiça do raio azul. Inicia-se uma era que será de Liberdade, Paz e Iluminação.

Os ventos do Espírito Santo varrem a maldade da Terra. Segurem seus chapéus e alinhem-se de um lado ou de outro. Não dá para ficar "em cima do muro", Jesus disse: "quem não esta comigo, esta contra mim". Quem não faz a opção pela Luz é arrastado pelas trevas. Esta é a hora da colheita, a separação do joio e do trigo. Defina-se agora!

A Chama Violeta funciona e se torna uma realidade em sua vida com o exercício da Sagrada Palavra.

A Chama Violeta sendo uma ação do sétimo raio da consciência de Deus, um aspecto do Espírito Santo, é uma energia de alta freqüência vibratória que penetra no núcleo do átomo, atravessa nossas células, transmuta estados mentais e regenera células envelhecidas ou doentes.

A Chama Violeta transmuta as energias negativas acumuladas em nosso ser, desde a primeira encarnação. Ela consome o Carma de nossas vidas passadas, um a um, camada por camada.